sábado, 23 de maio de 2009

Rejeição


Era como um brinquedo, e nem ao menos se deu conta disso. Ela era bonitinha e engraçadinha. Ela era fofinha e apaixonante. Você se divertia com ela, brincava com ela.

Um perfeito brinquedinho. Ela te ouvia nas horas tristes e estava sempre disposta a ajudar. Quando o via mal, ela era a primeira a chorar por ti, tomar suas dores. Nas horas felizes, era radiante! Mas quando o brinquedo estava triste? E quando o 'eterno ''objeto'' fofinho e apaixonante' fica triste?

Bom, eles o trocam.

Porque ela, como qualquer brinquedo, quando quebrado é trocado. Aqueles que ela mais ajudou lhe viram as costas, porque sabem que de nada mais vale aquele brinquedo quebrado.

E o amor? Aquele amor que vive dizendo sentir pelo brinquedo? Descobrimos que não era amor. Era apenas o novo objeto de diversão própria, apenas mais um entre tantos aí, e ainda assim, única. Um “arrompe” de dor domina o corpo daquela que um dia foi engraçadinha. E mesmo sabendo que [i]ela[/i] foi o brinquedo ela chora.

Mas porque tanto choras?

Simples.. Porque [i]ela[/i] acreditou em tal amor. Porque ela realmente amou, e porque vendo aquelas pessoas a quem ela se dedicou tanto, amou e cuidou tanto, ver aquelas pessoas com um novo brinquedo dói.

Isso se chama rejeição, não amor.


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